sexta-feira, agosto 08, 2003

Economia e Felicidade ou "O ser humano é um m..."

O paradoxo: os mais ricos se dizem mais felizes, mas quando uma sociedade enriquece as pessoas ficam no mesmo nível de felicidade.
A matéria faz referência a um estudo em que os estudantes preferiram ganhar US$50 mil e os outros 25 mil do que ganhar US#100.000 e os outros, o dobro.
Why don't rising incomes make everybody happier?
Steven Levitt

Ele foi chamado pelo New York Times de "o mais brilhante economista jovem da América". Foi ele que estimou que o principal fator responsável pela queda na criminalidade nos EUA foi a liberação do aborto. Além disso, trabalhou sobre professores corruptos, tráfico de drogas, corrida de cavalos e tudo mais. (Em um trabalho recente ele testou a existência de discriminção racial e por idade a partir de dados recolhidos de um programa tipo Show do Milhão)

Por que ele tem essa fama? Bem, porque ele usa a teoria econômica de um modo tremendamente criativo. Isso não é pouco.
Aí vai o perfil do sujeito no NYT:

The Probability That a Real-Estate Agent Is Cheating You (and Other Riddles of Modern Life)

Página pessoal aqui.

quinta-feira, agosto 07, 2003

Os feios que me desculpem...

...mas os trabalhos do Hammemersh continuam atormentando a gente. Ou seja: existe discriminação pela beleza no mercado de trabalho?

Mais uma breve sobre este tema.

Não sei se tem a ver com o distinto (e nada bonito, acho eu :-) ) professor, mas...
William Petty: o primeiro metido a besta ?

Em seu ótimo livro de História do Pensamento Econômico, Robert Ekelund e Robert Hébert trazem algumas curiosidades sobre os nossos "antepassados". Um deles é William Petty.

Este cara fazia de tudo um pouco. Numa destas, estudava medicina e lecionava esta matéria em Oxford, quando, uma vez, trouxeram-lhe um corpo de uma mulher que havia sido enforcada por assassinar uma criança ou algo similar. Bem, por algum motivo simples, a mulher não deveria estar morta ainda, só que ela foi revivida por ele na tal da aula (imagine o susto dela!).

Meses depois, contam-nos os dois Roberts, apareceu um panfleto anônimo (mas todos desconfiam que, em parte, tenha sido escrito pelo mesmo cidadão), acho que, News from the Dead, elogiando os poderes místicos do sr. Petty.

O que aprendemos de útil?

1. Milagres econômicos já ocorrem há mais tempo...e não são invenção de economistas brasileiros.
2. Estes caras que se dizem economistas podem ser meio estranhões.
Alunos pré-neoclássicos?

Todo professor já ouviu a famosa pergunta de alunos: Professor, o senhor trabalha também, ou apenas dá aulas?

Como sabemos, Adam Smith também pensava assim pois, embora tivesse um conceito de renda nacional similar ao nosso (a riqueza das nações não é sinônimo da quantidade de metais preciosos que um país tem, mas sim do que ele pode gerar de valor via comércio), o que me leva a um óbvio indicador de inteligência em alunos (ou ao menos de sagacidade):

Teste da Sagacidade dos Alunos de Economia

Se o aluno, após um curso elementar de Economia, fizer a pergunta acima ao professor, ele não entendeu nada.

Controles para o teste: ok, façamos o controle para alunos que leram Adam Smith e perguntaram ao professor que diabos era aquilo e os que não o leram. Mesmo assim, se o aluno fosse sagaz, perceberia isso com alguma rapidez.


De qualquer forma, eis aí um bom índice para medir o aprendizado individual de alunos. Aquele que fizer a pergunta repetidos semestres, tem alta probabilidade de ser reprovado não necessariamente na faculdade, mas na vida. Afinal, entender conceitos e relacioná-los faz parte de qualquer atividade na longa marcha de um ser humano, seja ele qual for.

Adendos engraçadinhos:

1. Segundo a Crítica de Lucas, meu teste não mais vale (embora o número normal de comentários, um claro um indicador imperfeito de ibope deste blog, mostre que talvez a crítica não valha...)

2. Por eficiência de mercados, algum outro professor já fez esta observação bem-humorada.

3. E aposto que você se sentiu mal pacas se nunca pensou nisto e é, atualmente, um economista com alguns anos de trabalho. Bem, não se preocupe, eu já até havia me esquecido disto...e não tenho dados para testar o quanto isso diminuiu de meu fluxo de renda.

Abraços

Cláudio

quarta-feira, agosto 06, 2003

Landsburg tinha razão

Há algum tempo, Steven Landsburg (autor do "The Armchair Economist") disse que não era ambientalista por causa da falta de cientificismo de boa parte deste povo.

E, hoje, temos mais uma dica sobre isso. Leia-a aqui.
Êba!!!

Para quem gosta de dados regionais, nada mais bacana do que a nova seção do IPEAData. É de babar.

terça-feira, agosto 05, 2003

Muçulmanos libertários?

Esta é para o Shikida

segunda-feira, agosto 04, 2003

O Mercado de Terrorismo: esclarecido

Eis o grande Hanson e o sempre agradável Tabarrok (é, eu gosto de ler coisas destes caras mesmo...)

Alexander Tabarrok and Robin Hanson: Another Intelligence Failure
Volta às aulas



O professor Max Bickford aguarda os alunos. Párafraseando-o: Eu apenas ensino Ciência Econômica. O que vocês vão fazer com elas é algo que vocês mesmo têm de decidir

Bom início de semestre.

domingo, agosto 03, 2003

Mais mercado....

Desculpe, leitor(a), mas não resisto a mais um artigo...

Betting On Terror - Why futures markets in terror and assassinations are a good idea
Mais motivos para otimismo?


Fonte: DEMOCRATIC PEACE CLOCK
Ainda os assassinatos: democídio

Esta vai para o Ari. Várias fontes (e alguns estudos) nesta página:

20th Century Democide
Outra análise sobre o mercado futuro de atos terroristas

Desta vez, do Economic Principals. Deve ser atualizado hoje à tarde. Mas, como assino a lista do site, já recebi o artigo.

Vale a pena conferir.