sexta-feira, dezembro 19, 2003

Caros, volto após um longo "inverno" a postar neste já conceituado espaço (hehe).

Para quem se interessa por economia do crime aí vai uma sugestão de leitura, um texto que foi apresentado recentemente nos seminários da EPGE/FGV. A estratégia econométrica é interessante!!!

Abstract:
An important challenge in the crime literature is to isolate causal effects of police on crime. Following a terrorist attack on the main Jewish center in the city of Buenos
Aires, Argentina, in July 1994, all Jewish institutions (including schools, synagogues, and clubs) were given 24-hour police protection. Thus, this hideous event induced a geographical allocation of police forces that can be presumed to be exogenous in a crime regression. Using data on the location of car thefts before and after the terrorist attack, we find a large deterrent effect of observable police presence on crime. The effect is local, with little or no appreciable impact outside the narrow
area in which the police are deployed.

Texto:aqui
Foguetes privados, benefícios públicos

Direto do outro blog (Marginal Revolutions, aí ao lado), a notícia deste belo foguete privado.
Republicanos = Democratas?

Republicanos nunca foram libertários. Menos ainda em 2003...

Trechos: "The Republican Party has changed too, for the worse; it is becoming the party of big government. With the GOP in full control of the White House and both houses of Congress for the first time since 1953, nondefense discretionary spending was up an average of 9.3% in President Bush's first two years and 8.5% the fiscal year just ended. And that's before the $400 billion (think $2 trillion to $3 trillion) Medicare bill signed last week and the profligate $80 billion energy bill Mr. Bush will sign in the spring.
Both Republicans and Democrats now embrace protectionism. Mr. Bush imposed tariffs on Canadian lumber, and on imported steel --which saved 5,000 jobs in the steel production industry and cost 26,000 in steel consuming industries before they were repealed--and now on Chinese lingerie (Chinese bras are threatening America?). The Democratic Party has virtually abandoned free trade: other than Joe Lieberman, its presidential candidates are opposed to Nafta-type trade agreements. Free trade has been U.S. policy for generations, but the fundamental concept that people should be free to buy the goods they want from the supplier they choose is eroding.

And last week a wrongheaded U.S. Supreme Court decision upheld the McCain-Feingold campaign spending regulations and eroded the First Amendment's free speech clause. Federal courts and the FEC can now intervene in federal election campaigns, deciding what ads may and may not be run. And the decision invites Congress to continue its meddling."
Divertidas teorias conspiratórias sobre a captura de Saddam

Aqui está uma ótima coletânea das fantasias sobre a captura de Saddam que agora povoam a mídia pró-Saddam e a mídia brasileira, esta maravilha....

quinta-feira, dezembro 18, 2003

Extra! Extra!

O último Itororó News do ano!

quarta-feira, dezembro 17, 2003

Idéia interessante

Eis aí uma boa idéia.

Trecho: The money that fueled last year's elections came from a tiny portion of the electorate. Only one-quarter of 1% of American voters gave $200 or more in the 2002 election cycle. But their contributions added up to half of the total. Now that the McCain-Feingold law has increased contribution limits from $1,000 to $2,000, the balance of financial power will become even more top-heavy. Not only will the money primary favor well-organized economic interests, but wealthy ideologues of the right and the left also will have a field day.

Under the current system, candidates speaking for the concerns of ordinary Americans are disadvantaged. There is no guarantee that they will survive to the New Hampshire vote. As the money primary displaces the people's primary, the result will be a cycle of disillusionment. Primary voters will regularly confront an odd assortment of ideologues and apologists for special interests, but who will speak for mainstream Americans?

To break this cycle, we need to try something new: Give every voter a special credit card account containing $50 that they can spend only on federal election campaigns. Armed with their cards, voters could go to local ATM machines whenever they liked and send their "patriot dollars" to favored candidates and political organizations.

About 100 million Americans went to the polls in 2000. If they also had a chance to go to their ATMs, they would have injected 5 billion federally funded patriot dollars into the campaign -- greatly diluting the power of the private $3 billion spent by all candidates for federal office during that election. It's a small price to pay to democratize the system.
Novo livro!

E é sobre Public Choice. Está aqui. Leia o prefácio aqui.
Eu quero vender meu rim!

Imagine que você queira vender algo seu para outra pessoa. Imagine que você queira fazer isto via exportação e que, além disso, você evite o desperdício de sua mercadoria no Brasil. Isso é crime? Bem, se a mercadoria for seu rim, é.

Agora, veja bem. Eu sou visceralmente contra o mercado ilegal de órgãos (aquele que chega a matar pessoas para obter os órgãos). Por outro lado, o Brasil tem um aparato de captação de órgãos humanos para transplantes que não consegue evitar o desperdício dos mesmos.

Entre salvar vidas na África do Sul e mandar órgãos para o lixo em Cubatão, parece-me que ninguém ficaria com a segunda opção.

Obviamente que o problema deste caso parece ser unicamente o das pessoas não conseguirem processar, em suas mentes, que o mercado legal de órgãos ("eu vendo meus próprios órgãos") não difere em nada de outros mercados. Nesta situação, evidentemente, alguns se aproveitam para ganhar dinheiro. Pensando bem, é como o mercado ilegal de drogas ou de armas. Em todos eles, a proibição, por si só, gera um grande incentivo para a prática econômica sob ambiente monopolista (ou quase-monopolista).

Por que não permitir o comércio de órgãos legais? O leitor deve fazer um - difícil, claro - exercício de abstração e perceber que o que temos no Brasil, hoje, é um monopolista, o governo, que obtém nossos órgãos gratuitamente sem nos perguntar se queremos doá-los ou vendê-los. Se eu sou uma pessoa altruísta, escolherei doá-los com ou sem esta pergunta. Então, por que não dar esta opção de escolha para quem quer vender os próprios órgãos?

Ok, você pode dizer que haveria um incentivo para a retirada ilegal de órgãos alheios. Mas isso se aplica a qualquer mercado. A falta de punição também é um incentivo para a tomada de televisões alheias, carros alheios, etc. Se você cuida disto, minimiza o problema. Uma solução, ao meu ver, pior, é você "fechar um Banco 24 horas às 18:00 horas só porque há o risco de ser assaltado". Isto é como regredir, em termos civilizatórios.

Problemas de enforcement da lei sempre existirão e são eles que devem ser atacados para que o mercado (de armas, maçãs ou de órgãos...todos legais) funcione.

Polêmico? Talvez. Mas por que estamos aqui?

terça-feira, dezembro 16, 2003

Soldados também são altruístas

Bela iniciativa. O futuro destas crianças pode ser melhor. Espero.

Veja algumas fotos aqui.

domingo, dezembro 14, 2003

Eu me rendi, não sou o mártir que sempre disse ser... (UPDATED)

Ele se suicidou como sempre pediu aos seus soltados? Ele se colocou uma bomba, como sempre incentivou na Palestina? Nãoooo. Ele se entregou e está colaborando com seus captores. Moral da história: não vale a pena morrer por um país ou por um ditador.

É bom lembrar disto antes de se colocar uma bomba e queimar um McDonald's, senhores xenófobos.

Agora é aguardar pelo que vem por aí. O recado aos países que financiam terroristas foi a maior lição de política internacional de 2003, segundo os analistas de política internacional. Mas, para mim, o maior recado foi este: quem pede a vida alheia por uma causa raramente faz o mesmo com a própria...

p.s. Fotos das comemorações do povo iraquiano na BBC. Onde estão os "escudos humanos" nestas horas? :-)

p.s.2. Mercado de ações reage, em Tel-Aviv, à captura do ditador. Se o mercado reage assim a cada mau governante preso eu não sei. Mas não deixa de ser engraçado. Como terá sido nas bolsas árabes? No Brasil? Pistas?

p.s.3. A BBC mostra como o ex-senhor do Iraque foi pego.
Mais Saddam

Excelente observação de Lee Harris.

TCS: Tech Central Station - Thank God He's Alive
Saddam é bola fora

É hora dos famosos voluntários "escudos humanos" acompanharem seu maior ídolo a caminho da prisão? Afinal, Saddam é bola fora agora.

Não posso dizer que estou triste. Com certeza. E isso independente das implicações de Economia Política.

Boas Férias, Saddam.