quarta-feira, março 09, 2005

Existe vida inteligente na internet?

Existe. Mesmo que eles gostem de gente como eu.

Meu artigo é um pequeno ensaio sobre idéias que me incomodavam há tempos. Leitores (e amigos) mais antigos de Claudio D. Shikida podem notar que ele está, a cada dia, mais hayekiano/friemaniano (pai + filho). E também está, marginalmente, mais triste com este país.

Enfim, obrigado ao Luiz Simi e à patota de "O Capitólio". Se minha mensagem for corretamente entendida, teremos, creio, deixado de cometer um errinho chato. :-)

p.s. o leitor que me interpretou mal, achando que o fato de eu gostar de Ayn Rand fosse sinônimo de adoração encontrará, lá, uma exposição clara de como vejo Ayn Rand e sua obra.
Seria o papel higiênico um bem de luxo?

Normalmente eu faria comentários sobre como a econometria poderia ser melhorada e tudo o mais...tudo para ensinar os leitores. Desta vez eu vou ser menos pretencioso e deixar que os leitores me ensinem a fazer boa econometria.

A pergunta é: vendo o gráfico abaixo (que se repete para os outros estados da federação nos dados citados no post imediatamente anterior a este), posso dizer que o papel higiênico é um bem de luxo? Se não posso, o que deveria incluir na regressão? Lembre-se, os dados são de 36 municípios (ordenados por população) de Minas Gerais.



Posted by Hello

Muito bem, leitores, a bola está com vocês. Só não vale ser mal-educado.
Economia do Papel Higiênico:

Vejam o e-mail do Cláudio Shikida que me esperava na caixa postal hoje:

Acaba de sair o Atlas do MErcado Brasileiro da Gazeta Mercantil.
Segundo a publicacao, podemos obter a estranha relacao:
O gasto per capita em papel higienico em BH é de 0.02 enquanto que, para Montes Claros, Governador Valadares e Timoteo, é 0.01.

O que este indicador mostra? Nao sei bem. Familias tendem a ter, em média, a mesma constituicao biologica. O que levaria uma pessoa de BH a gastar mais com papel higienico do que os de outros municipios? Pode ser que a inflacao seja o fator aqui. Em outras palavras, falta um indice de precos municipal. Outro fator é que BH, sendo capital, pode ter mais favelas e entao a homogeneidade biologica pode estar tendo seu efeito
distorcido por doencas mais frequentes em favelas.

Enfim, pode-se usar outros produtos, mas eu queria entender a validade dos dados que, mesmo em termos per capita, sempre colocam as capitais acima do resto.


Palpites?

Bom, o meu palpite é que papel higiênico - quem diria? - é bem superior. Mas a pergunta é boa.
A economia politica do auto-engano

Não vou dizer nada. Leia aqui.
Bom verbete!

Law and Economics, by David D. Friedman: The Concise Encyclopedia of Economics: Library of Economics and Liberty

Trecho:
The economic analysis of law deals with legal rules, whether made by legislatures or by courts, from this second viewpoint—not as a way of handing out rewards and punishments to those who deserve them, but as a system of incentives intended to affect behavior. Economic theory is used to predict how rational individuals will respond to such rules and what the consequences will be. This way of thinking about the law, and the conclusions it implies, are obvious in cases such as the speeding law. In other cases the analysis and the conclusions are much less obvious.

segunda-feira, março 07, 2005

Bem Público

Mais um bom freeware de Econometria: gretl.

O que ele tem? Bem, armax, garch, johansen, engle-granger, ADF, KPSS, etc.

Confira. Meus testes iniciais convergem para uma opinião favorável sobre o programa. Eu gosto do EasyReg mas o Gretl é mais user-friendly. Quanto ao algoritmo...bem...espero que não seja ruim. :-)

domingo, março 06, 2005

Federação Iraque?

Pode ser que esta seja uma oportunidade única: Reason: Free Kurdistan! : And Babylonia and Sumeria too!.

Ok, mas lembrem-se que federalismo é apenas um nome. Um "Federalismo" funcionará, em termos econômicos (automaticamente igual a "sociais", a não ser que alguém consiga me mostrar que governos que não respeitem algum tipo de lei de responsabilidade fiscal sejam socialmente responsáveis...) apenas se seguir algum tipo de regra como aquelas do Market-Preserving Federalism, há muito tempo exposto por Barry Weingast em um pequeno livrinho em co-autoria com McKinnon...
No-Ponzi Game ou "seria isto uma mera coincidência"?

“Ponzi's Scheme”, ou “O Golpe de Ponzi”, do jornalista Mitchell Zuckoff, conta a vida do finório que eletrizou 30 mil pequenos investidores em 1920. Tomou-lhes 9,6 milhões de dólares, algo como 200 milhões em dinheiro de hoje. Ele oferecia 50% de juros em 90 dias (boa idéia para o Copom) e sustentava que podia bancar essa conta porque jogava na variação cambial de vales postais. Era mentira. Ele simplesmente rodava uma bicicleta, tomando dinheiro de novos investidores para pagar aos antigos. A farra durou sete meses.

O governo americano foi em cima de Ponzi e tomou-lhe a casa, os móveis e a roupa do corpo. Deixou-o por 14 anos na cadeia, costurando cuecas.

Greta Garbo não terminou no Irajá, mas Carlo Ponzi acabou na Rua Engenho Novo, 118, apto 102. Ele chegou ao Rio de Janeiro em 1939 como funcionário da companhia aérea italiana Latti. Perdeu o emprego, deu aulas de inglês e manteve uma pensão. Tentou tomar uma carona no populismo cambial do governo Dutra criando uma importadora de canetas, relógios e rádios. Nada deu certo.

Ponzi morreu em 1949, aposentado pela Viúva brasileira. Recebia 70 dólares mensais do Instituto de Aposentadoria do Comerciários, o IAPC. Estava quase cego e terminou seus dias num hospital público do Rio, possivelmente o São Francisco de Assis.


Em tempo: parece que o cronista Verissimo está falando de economia no O Globo novamente. Vi apenas a chamada, mas temo pelo conteúdo. Das últimas vezes que li Verissimo, o grau de desinformação foi elevado. Desta vez eu tomei a decisão de não ler. Deixo a outros leitores deste blog o exercício da leitura da coluna deste senhor.