sexta-feira, janeiro 07, 2005

Um texto sobre "tamanho do governo" que me pareceu interessante:


Women Prefer Larger Governments:
Growth, Structural Transformation and Government Size

Tiago V. de V. Cavalcanti† Jos´e Tavares‡
July 2004
Abstract
The increase in income per capita is accompanied, in virtually all countries, by two
changes in the structure of the economy, namely an increase in the share of government
spending in GDP and an increase in female labor force participation. This paper sug-
gests that these two changes are causally related. We develop a growth model where the
structure of the economy is endogenous so that participation in market activities and gov-
ernment size are causally related. Economic growth and rising incomes are accompanied
by a greater incentive for women to engage in labor market activities as the opportunity
cost of staying at home increases. We hypothesize that government spending decreases
the cost of performing household chores such as, but not limited to, child rearing and
child care so that couples decide to engage further in the labor market and chose a higher
tax rate to finance more government spending. Using a wide cross-section of data for
developed and developing countries, we show that higher participation by women in the
labor market are indeed positively associated with larger governments. Furthermore, we
investigate the causal link between the two variables using as instrumental variables a
unique and novel dataset on the relative price of home appliances across OECD coun-
tries and over time. We find strong evidence of a causal link between participation in the
labor market and government size: a 10 percent rise in participation in the labor market
leads to a 7 to 8 percent rise in government size. This e ect is robust to the country
sample, time period, and a set of controls in the spirit of Rodrik (1998). The inclusion
of an endogenous choice of government spending allows a considerable extension of the
model in Galor and Weil (2000) so fertility can either rise or fall and phenomena like the
baby boom and baby bust in Greenwood at el. (2002) can be addressed. In addition, the
paper has important implications for the analysis of the secular as well as cross-country
determinants of government size.

quarta-feira, janeiro 05, 2005

Morreu Gerard Debreu

Morre vencedor do Prêmio Nobel de economia em 1983
http://www.uai.com.br/uai/noticias/agora/internacional/145872.html

O economista americano de origem francesa, Gerard Debreu, prêmio Nobel de economia em 1983 por seus trabalhos sobre equilíbrio econômico, morreu no dia 31 de dezembro de 2004, segundo a agência de notícias France Presse.

Debreu nasceu na cidade de Calais (norte da França) em 1921. O economista teve sua carreira acadêmica interrompida em 1944, quando se alistou no Exército francês. Foi mandado para uma escola de oficiais em Cherchell, na Argélia, e serviu ainda nas forças de ocupação francesas na Alemanha até julho de 1945.

Sua obra mais conhecida, "Teoria do Valor", foi publicada nos EUA em 1959. O trabalho tem influência da teoria do equilíbrio econômico inaugurada pelo economista Léon Walras, entre 1874 e 1877, da qual tomou conhecimento através do trabalho do também economista Maurice Allais.

terça-feira, janeiro 04, 2005

A história do PayPal

Uma resenha de recente livro sobre o PayPal: The Genius and Struggle of PayPal - Mises Institute.

E parece ser bacana. Para economistas ou não.
Segurança pública, privada ou ambas?

Este vai causar alguma polêmica (eu acho), mas é bem interessante. Talvez você tenha de se cadastrar para ler.

Trecho: Partindo-se da premissa que os governantes brasileiros parecem não considerar a segurança pública como uma necessidade humana básica, vamos, então, tratar este assunto como um negócio lucrativo, para que, assim, possa despertar o interesse dos políticos e autoridades.

Na realidade, a segurança pública, com objetivos sociais e empresariais é um grande negócio que pode gerar lucratividade e riqueza para a sociedade, ainda mais agora, com a aprovação da Lei das Parcerias Público-Privadas. Nesse caso, a iniciativa privada poderá executar projetos de segurança pública, investindo na construção de presídios, quartéis, vilas militares e centros de treinamento, na modernização tecnológica das delegacias e centrais de inteligência e na aquisição de equipamentos e armamentos. Em contrapartida, os poderes públicos garantiriam os interesses da sociedade e seriam responsáveis pela implementação, gestão, controle e suporte legal dos projetos.

Cabe ressaltar que não estou falando de segurança privada nem de privatização da segurança pública, mas da participação da sociedade em projetos que garantam a nossa sobrevivência. Os resultados esperados pelos investimentos citados não podem ser representados por fluxos de caixa individuais, mas por um fluxo de caixa coletivo, representativo de todos os negócios juntos. Os investimentos seriam da sociedade, através de pools de empresários, para que a própria sociedade seja beneficiada como um todo.


Thanks, Jorge Geisel, pelo envio da notícia.