sábado, dezembro 25, 2004

Por que alguns economistas são tão arrogantes? Por causa dos incentivos dados pelo governo

Este é o ponto de Joseph T. Salerno neste interessante artigo: Economics: Vocation or Profession? - Mises Institute.

Trecho: "Contrariwise, the professional economist aims, in his research activities, at a number of extroversive ends. These include the approbation of his colleagues, public fame, intellectual influence in shaping government policies, professional advancement and prestige, and, of course, raw power and money. To a great extent, these ends are attainable only with government subsidies and largesse and so he naturally supports an expansive and interventionist state. His natural roosting place, to which he continually returns after his lucrative stints in government service, nonprofit think tanks, and international bureaucracies are the large universities that are subsidized or directly controlled by government. He views progress in economics as a matter of the multiplication of its sub-disciplines and specialized bodies of theory, the increase of the sheer number of bodies in graduate programs, and especially the expansion of opportunities to obtain lucre and positions of power in advising the interventionist, Welfare-Warfare State. "
Viva o pão-duro!

Bom debate sobre um genial artigo de Landsburg: What I Like About Scrooge se encontra aqui. Veja outro artigo interessante sobre o tema aqui.

Agora, se for para me dar um presente, não leia nada disto e gaste muito (risos).
Mais comércio...mais pobreza?

Leitores mais antigos deste blog - talvez não tão antigos assim... - devem se lembrar do trabalho que apliquei, no primeiro semestre deste ano, aos calouros do IBMEC-MG. Falava sobre globalização e exportações.

Bem, pode ser que algum deles ainda tenha interesse no tema. Se for o caso, sugiro o seguinte ensaio: Can Trade Bring Poverty?
Quanto pior, menos pior

Nosso atento leitor Alessandro Marques me enviou esta: Monderman is one of the leaders of a new breed of traffic engineer - equal parts urban designer, social scientist, civil engineer, and psychologist. The approach is radically counterintuitive: Build roads that seem dangerous, and they'll be safer.

Trata-se da mesma idéia usada por Alchian, se não me engano, para ensinar a importância dos incentivos em cursos de economia. No mínimo, uma notícia interessante.

Ah, para os cristãos: Feliz Natal.

sexta-feira, dezembro 24, 2004

Papai Noel é o Culpado.

Neve caindo, as renas lá fora, o cheiro de lareira acessa. Não há como negar: chegou o Natal...

Você ainda não comprou os presentes ? Não quer enfrentar as lojas cheias? Não sabe o que comprar para os entes queridos. Fique tranqüilo, a Economia te salva: dê dinheiro. É melhor para o presenteado e para a sociedade.

A lógica é simples: não conseguimos acertar as preferências das pessoas presenteadas. O trabalho clássico de John Waldfogel é The Deadweight Loss of Christmas (American Economic Review, December, 1993, pp. 1328-1336). Ele comparou o que foi pago pelos presentes como o que as pessoas pagariam pelos produtos. A perda de bem-estar é o resultado da diferença. (Por exemplo, aquele CD do Roberto Carlos custou R$30.00, mas quem o ganhou só o comparia por R$1,00. A perda de bem-estar é de R$29,00). Para a economia americana a perda estimada foi, por baixo, de US$4 bilhões ao ano!
Então, neste Natal, contribua para o fim deste desperdício: dê dinheiro ao invés de presentes!

(Parece que o paper gerou várias réplicas, mas eu não tenho tempo para ler porque tenho que correr para as compras de última hora.)

Feliz natal para todos!!!
Uma boa e velha discussão...

...o Natal. É, economista também palpita nisto, para o desespero dos não-economistas... :)

TCS: Tech Central Station - The Economics of Gift Giving

segunda-feira, dezembro 20, 2004

E a carga tributária segue em frente...

É fácil matar a "galinha dos ovos de ouro"? Descubra clicando no trecho abaixo.

Estudo mostra que elevação do peso dos tributos alcançará pelo menos R$ 40 bilhões este ano, quase seis vezes mais do que o ajuste de 10% da tabela do IR, anunciado na semana passada