sábado, fevereiro 07, 2004

PETS

Cachorro, gato, passarinho, porquinhos-da-índia,
coelhos. Aves e mamíferos em geral. Algumas iguanas.
Mas principalmente cachorros. É impressionantes como
estes bichos estão ganhando espaço. Alguns dizem que a
principal razão está na estabilidade da afetividade
gerada pelo relacionamento com o animal. Cachorro não
implica com roupa em cima da cama, com toalha molhada
no banheiro, não importa se você chegar tarde em casa.

Funcionalidade afetiva à parte, há impactos econômicos
desta escolha cada vez mais comum na sociedade
moderna. Um deles é a sujeira que os pupilos deixam
pelas ruas. Outro é a receita que gera para mercado de
paparicos com animais de estimação : veterinários,
remédios, banhos, tosas, roupas, sapatos, lacinhos,
shampoos, etc. Recente pesquisa revela que nos EUA os
gastos com cachorros domésticos (isto exclui cães de
guarda ou de polícia por exemplo) são de cerca de US$
30 bilhões por ano, o equivalente ao PIB do Equador.

Há, porém, um terceiro elemento : o custo de
oportunidade dos gastos com animais de estimação.
Estes recursos poderiam ser canalizados para financiar
programas sociais de PESSOAS menos favorecidas. Além
de construir pessoas mais produtivas, ou que possam
produzir alguma coisa, a sociedade estaria reduzindo a
oferta futura de criminosos e marginais.

Qual seria o impacto desta escolha social sobre a
dinâmica de longo prazo na formação de capital humano ?
Evidência empírica sobre o efeito mala preta

Ao comentar a discrepância sobre a preferencia dos eleitores e preferência dos financiadores de campanha, citei o efeito mala preta. Eis mais uma evidência empírica a respeito.

TRE cassa mandato de deputado PETISTA de Macapá
http://www.uai.com.br/uai/noticias/agora/politica/87638.html

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AP) cassou, por unanimidade, o mandato do deputado federal Antônio Nogueira (PT-AP) por tentativa de compra de votos. A denúncia foi oferecida pelo procurador Manoel Pastana, do Ministério Público Federal. Nogueira é acusado de ter montado um esquema dentro do Departamento de Trânsito do Amapá, por meio do qual trocava carteiras de habilitação por voto.
Iraque

Eu não gosto do George Soros, mas ele até que teve uma boa idéia ao criar este website: Iraq Revenue Watch.

Quem certamente gosta deste link é o Leo e, aposto, quem gostará mais ainda é o Gilson.

sexta-feira, fevereiro 06, 2004

Teorema de Coase

Há muito tempo li um artigo do Eric Rasmusen (link fixo aí ao lado) sobre o Teorema de Coase aplicado ao caso dos caras que são a favor e contra a queima da bandeira do país.

Ele usava o ponto polêmico para ilustrar o famoso teorema e, claro, há implicações polêmicas nestas coisas, acreditem-me.

Imagine, no caso abaixo, a barganha. Anti-casamentos de gays querem comprar o direito ao casamento dos mesmos e, claro, proibi-los em seguida. Por outro lado, os gays podem querer caçar os direitos à liberdade de expressão dos anti-gays. Hummm...neste caso, é melhor não deixar os caras comprarem os direitos à liberdade de expressão. Pelo menos é o que penso.

OpinionJournal - Best of the Web Today: "Shut Up, They Explained
Here's a good rule to follow: When someone on the liberal-left tells you he's for freedom, don't believe him. Somehow when 'social liberals' have their way, it quickly turns out that anything that isn't mandatory is forbidden. A case in point: gay rights. Those of us with libertarian impulses agree that government shouldn't prohibit gay sex between consenting adults. We may even be sympathetic to the call for marriagelike benefits for same-sex couples. But we also believe in free speech and thus are quite troubled by stories like this one, from the Canadian Broadcasting Corp.:

A high school teacher in British Columbia, punished for writing publicly against homosexuality, is not protected by the Charter of Rights and Freedoms, the province's Supreme Court has ruled. . . .

In 2002, the British Columbia College of Teachers suspended [Chris] Kempling for one month for 'professional misconduct or conduct unbecoming a BCCT member.'

It had been investigating a complaint received after Kempling wrote a series of letters to his local newspaper between 1997 and 2000 saying homosexuality was wrong.

Reuters quotes Justice Ronald Holmes, who wrote the decision: 'Discriminatory speech is incompatible with the search for truth.' Even if we accept for the sake of argument the proposition that Kempling's speech was 'discriminatory' and false, it is still arrant nonsense to call it 'incompatible with the search for truth.' The search for truth inevitably entails exposure to many false ideas, some of them obnoxious. The 'liberal' agenda Holms advocates is actually a profoundly illiberal one: the imposition by bureaucrats and judges of a preapproved 'truth.'"
Quer ver filmes iranianos? Veja os que são feitos fora das leis estatais

A Wired traz uma boa seleção de filmes iranianos...mas aqueles feitos fora das autorizações oficiais da dinastia dos aiatolás.

Confira mais clicando no link abaixo.

Wired News: Iran's Most Wanted: Filmmakers: "Since the Iranian revolution in 1979, the country's only sanctioned filmmaking has come about through government agencies. Within this system, world-renowned filmmakers including Abbas Kiarostami and Mohsen Makhmalbaf have built an artful, innovative stream of movies. In terms of aesthetics, Iranian cinema has been an unqualified success.
But Mansouri indicated that these state-sponsored filmmakers do not have the freedom to explore the important issues facing Iranians. Underground filmmakers like Mantini, on the other hand, strive to tackle, head-on, Iran's societal ills.
More and more may be doing just that, using consumer cameras and editing systems. Among the filmmakers represented in the REDCAT show are Mahnaz Afzali, a well-known actress, who shot her film, The Ladies, in a public restroom in a Tehran park, capturing the stories of prostitutes, runaways and other refugees from Iranian society.
Maziar Bahari's And Along Came a Spider features interviews with a man who became a hero after killing 16 prostitutes to 'cleanse' Iranian society. Our Times and Zinat, A Very Special Day both explore the challenges facing female would-be politicians"
Se você paga mais de impostos...tem direito a mais (Princípio Suplicy (Marta)

O jornalista Reinaldo Azevedo faz uma bela crítica de recente bate-boca da prefeita de São Paulo com uma cidadã.

O ponto que mais me alegra é saber que a Escolha Pública acertou de novo (thanks Buchanan, thanks Tullock!): embora os manuais de Economia do Setor Público (como o do chato Stiglitz) digam que, por exemplo, o Estado existe para corrigir distribuições de renda desiguais, os de Escolha Pública dizem que os políticos tendem a fazer redistribuições muitas vezes mais desiguais ainda.

O que é engraçado é ver a, então anti-burguesa, prefeita defender sua administração em bases que, em seus discursos de palanque, rejeitava.

Se existe ética na política, ela não está monopolizada no partido da prefeita. O que me faz pensar: quem contribui voluntariamente para isto é, necessariamente, ético? Não. É apenas um fiel militante. Pode até ser honesto, religioso, correto. Mas quem acha que "ética" é sinônimo de eficiência na alocação de recursos deve ter cuidado: nem sempre.

Exemplo: fanáticos homens-bomba são éticos. E destroem capital (e vidas humanas).
GG

Este que vocês viram aí abaixo, tal de "Gilson Geraldino", quem é?

Eu não posso dizer muito. Gilson é colega aqui do Ibmec-MG e eu o conheço há pouco mais de um ano. Devo dizer que é um dos caras mais malucos que conheço. Muitos alunos já me confessaram que temem que ele os morda (de verdade). "Brain"cadeiras à parte, Gilson é um cara bacana mas a auto-apresentação dele seria algo mais divertido de se ler, creio.

De tantos que convido, poucos aceitam. Mas é engraçado: Gilson se ofereceu para ser colega deste blog. Pode? :-)

quinta-feira, fevereiro 05, 2004

Preferência dos eleitores e preferência dos financiadores de campanha

Recentemente andei conversando sobre preferência dos eleitores e preferência dos financiadores de campanha. A motivação é a seguinte. Os legisladores são eleitos pelos eleitores, mas governam de acordo com os interesses dos financiadores de campanha. Qual a possível explicação para isto ? Uma das possíveis explicações é o que chamo de “efeito mala preta” . O financiador de campanha compra a opinião do legislador antes da eleição e durante a legislatura.

Outras pessoas observam que há uma grande assimetria de informação, que o candidato poderia ser visto como um produto de qualidade duvidosa. Supondo liberdade de expressão, de imprensa, etc, ( ou seja, excluindo teorias conspiratórias sobre o comportamento da mídia manipuladora) ainda assim estes sistemas não fornecem informação completa e perfeita. Apesar de haver grande benefício coletivo em obter melhor informação sobre o candidato, há um enorme custo privado. Logo, em geral, maus candidatos entram na lista de escolhas sem que ninguém saiba muito sobre ele. Este tipo de decisão é denominado pelos entendidos ( não é o meu caso) de public choice de ignorância racional.

Esta ignorância racional acaba conduzindo a sociedade a um nível de bem estar muito mais condizente com as preferencias dos financiadores de campanha do que com as preferências dos cidadãos / eleitores / não financiadores.
Nosso presidente ganhou mais um prêmio merecido!!!



Lula ganha "Prêmio Berzoini de Crueldade" do PFL.



Merecidíssimo! Pelo menos, ele não precisará que o Itamarati prepare uma viagem com comitiva de 300 empresários para buscar o belo troféu (ou placa, quem sabe?!)..............
Mickey Mouse, um junkie racional?

Vocês já devem ter ouvido falar dos ratinhos de laboratório que, expostos a drogas, viravam junkies e acabavam morrendo de inanição.
O que eu não sabia é que se você tira um ratinho viciado e o coloca em um ambiente agradável (e não numa caixa inóspita com os experimentos anteriores faziam), o bicho deixa de se drogar e se livra do vício. Ou seja, ele é um rato, não um burro.

Aprendi isso, ouvindo a leitura do recém lançado livro Opening Skinner's Box: An examination of five of the greatest psychological experiments of the 20th century de Emma Harding . Você pode ouvir trechos da obra na BBC.

quarta-feira, fevereiro 04, 2004

O que é a teoria austríaca dos ciclos econômicos?

Descubra com o alemão (e professor da Universidade de Caxias do Sul), Mr. Mueller. Conheci-o na defesa de tese do André, meu amigo especialista em "economia da corrupção". Gente boa demais!

E a palestra é boa para você saber a diferença entre a teoria austríaca e a nossa teoria tradicional (mainstream).

Financial Cycles, Business Activity and Asset Valuations - Dr. Antony Mueller

Mais sobre ciclos na visão austríaca? Veja estes livros:

1. Economia e Liberdade (Ubiratan Iório), Forense Editora.
2. Time and Money (Roger Garrison), Routledge.

terça-feira, fevereiro 03, 2004

UPDATED!

Caso os leitores não saibam, sou o mantenedor do mirror site do freeware Easyreg no Brasil. Por que faço isto? Acho que por sado(alunos)-masoquismo(eu mesmo).

De qualquer forma, hoje mesmo estarei farendo o download dos arquivos do EasyReg para meu mirror. A última versão está muito melhor do que as anteriores, até mesmo em termos de versatilidade.

Continua meio "durona", mas está bem melhor.

E, claro, o prof. Bierens teve a gentileza de incluir o link para o mirror brasileiro na página dele.

Also, thanks to prof. Eduardo Pontual (veja o link fixo ao lado) por ter sempre me incentivado a usar o EasyReg. Uso menos do que deveria mas, bem, a culpa era da tese. Agora... :D

EasyReg International, by Herman J. Bierens
Rico preguiçoso e Pobre virtuoso?

Meu colega Gilson Geraldino Jr. tem uma boa questão sobre esta matéria. Basicamente, diz-se que alunos da rede pública (pelo menos em Minas Gerais) estão, cada vez mais, destacando-se no vestibular da UFMG .

Gilson, então, enviou-me o texto abaixo, que formatei para nosso blog.

"Tem um tantão de coisas que precisaria ser investigada, mas os resultados da reportagem abaixo são muito interessantes. quais as possíveis causas disto ? consultei o departamento de especulações e obtive as seguintes possibilidades :

1) as escolas públicas melhoraram muito (não acredito);
2) a difusão de informações é maior e, por isto, as pessoas mais pobres podem concorrer em melhores condições (mais ou menos);
3) os ricos estão mais preguiçosos . devido à proliferação de escolas de terceiro grau, as pessoas mais ricas não têm mais que se abster do lazer para se dedicar ao trabalho de estudar muito e por longos períodos. Como são herdeiros de quantias vultuosas, tudo que precisam é de um diploma para continuar tocando o negócio da família. Além disso, têm um certo efeito esnobação. As escolas públicas estão ficando famosas pela decadência da infra-estrutura. Já as privadas, com vários professores aposentados das públicas nos seus quadros, oferecem instalações mais confortáveis. Este efeito esnobação se verifica na procura pelos cursos. Cursos de licenciatura, via de regra, são demandados por pessoas mais pobres. Mas mesmo nos bacharelados mais chiques, há mudanças qualitativas importantes.

E aí? O que acha?"

Vou opinar aqui, com hipóteses polêmicas:

a) Hipótese Fraca: Ricos e pobres tentam burlar o mecanismo de segurança do vestibular da UFMG. Ricos usam métodos mais sofisticados (celulares, bips) que, pela própria sofisticação, são sempre mais barrados pelas medidas de segurança. Pobres, por sua vez, podem ter acesso à informação pelo deletério efeito igualitarista que pode levar formuladores de provas a fornecerem dicas quentes aos alunos. Como quem formula pode estar ligado à rede pública, pode ser que isto ocorra. Aliás, algo pouco estudado, estatisticamente, é a relação entre corrupção e vestibular. Será que é muita? Por isso a chamo de hipótese fraca.

b) Efeito-dotação (resposta a Gilson): O que o Gilson, basicamente fala, é que há um efeito-dotação: quem tem muito, preocupa-se pouco. Se fosse uma dotação em espécie, eu contra-argumentaria. Mas sendo uma dotação de renda futura (quase totalmente) garantida, fica faltando apenas um ponto: se vou ser o presidente da Sony, digamos, por que eu precisaria de diploma? Acho que vale a pena comprar o diploma se você quer trabalhar na firma (ou pular para cargos de gerência intermediários). Mas, por que o filho do dono quer o diploma?

Na verdade, há ainda um ponto que o Gilson não esclareceu. Quando ele diz proliferação de escolas de terceiro grau, ele quer dizer que houve uma maior variância na qualidade do terceiro grau. Vale dizer, a qualidade do produto não é mais homogênea. E aí entra algo que o rico pode realmente querer: apenas ir à escola. Faltaria um certo valor meritocrático do tipo: "os melhores da sociedade devem ser mais cultos". Será? Isto equivaleria a dizer que os ricos não querem mais competir no campo cultural, mas apenas no financeiro. Isto é até interessante pois daria alguma razão às explicações de polemistas como Olavo de Carvalho em sua hipótese gramsciana que diz que as pessoas que prezam a liberdade (e também os conservadores de direita), ao deixarem de se preocupar com a defesa de seus valores no mercado cultural, abrem espaço para a hegemonia da esquerda. Em outras palavras, monopólio (e, como sabemos, monopólios têm conseqüências funestas embora possa ser economicamente bom em caso de discriminação total....).

O que você acha?

segunda-feira, fevereiro 02, 2004

Eureka!

O ano: 1991. O local: Departamento de Planejamento Empresarial, BDMG. O chefe (e segundo pai): JECA (quem conhece, sabe...).

Naquele tempo, JECA disse a seu estagiário: use o Eureka para aprender este troço de programação linear.

E assim foi feito.

Durante meses eu fiquei brincando com este programinha. Era a época dos gigantescos disquetes de 5 1/4. Puxa, era divertido. E eu sempre me perguntei sobre o porquê de meus colegas de sala aprenderem tanto sobre as 239 versões dos autores brasileiros sobre a verdadeira causa da industrialização tardia do nosso país(inho) ao invés de programação linear (ou não-linear).

Na verdade mesmo, houve uma época em que o Delso (colega aqui do Ibmec e meu ex-carrasco) ensinou isto lá numa optativa. Mas, todos os que faziam disciplina com ele eram conhecidos como "Delso-boys", no mesmo tom pejorativo que um daqueles alunos que confundem matemática com posição política usa para falar de "Chicago-boys".

Houve um outro que, quando comecei a lecionar - e comecei com Econometria - disse-me, ao sair do elevador: "Vai ensinar Econometria? Cuidado para não virar neoclássico".

Nunca entendi bem o que ele quis dizer, mas o duro é que estava falando sério...

Moral da história: não confunda método com ideologia. Elas até se misturam, mas só em mentes perturbadas...
VanDyck, VanDyck...quem é VanDyck?

Descubra assistindo à entrevista dele na página do Ibmec Minas Gerais (tem um java script para a entrevista dele para o SBT, bem no meio da página).

Agora, críticas e comentários...só com ele. :)
Coitado (mesmo!) do Totó.

Efeito-substituição pode ser um problema. Conforme os suecos reprimiram a pornografia infantil, cresceram os casos de moléstias sexuais contra animais (que é legal por lá). Segundo os veterinários, tem sujeito que substitui pedofilia por bestialismo. Temos uma boa recomendação de política pública: subsidiar a posse de cachorrinhos. Será que já pensaram em dar um Totó para o Michael Jackson?
(Via Weblog do nominimo)
Leviatã, este nosso distraído

A burocracia governamental já foi cantada (com certa tristeza) em muitos versos e seus feitos são bastante famosos. Mas notícia é surpreendente....

Quisera eu que fosse comigo...

Quando leio estas coisas não consigo deixar de recomendar, novamente, qualquer leitura na qual apareça o nome de Hernando DeSoto.

domingo, fevereiro 01, 2004

Cultura

Tem nada a ver com economia, mas é um bom filme. Recomendo.

The Last Samurai
Falando de corda na casa do filho do enforcado

Qualquer um que estudou desenvolvimento e instituições sabe que o Andrei Shleifer é um daqueles economistas cujos trabalhos são sempre bacanas. Bem, o problema é que ele se meteu (ou o meteram) em um rolo: parece que ao mesmo tempo que dava consultoria ao governo russo ele investia nas empresas de lá. Por causa desse comportamento, o governo norte-americano cobrou US$102 milhões do seu empregador, a Universidade de Harvard (ok, isso é troco para a mais rica universidade do mundo, mas...).

No passado, ele já tinha escrito sobre corrupção, confiança e essas coisas. O irônico é que agora ele fez um texto em que ele pergunta "Does competition destroy ethical behavior?" A resposta dele é sim (no curto prazo) e não (no longo prazo). O mais curioso é que um dos casos que ele analisa é a presença de interesses comerciais nas universidades...

http://www.nber.org/papers/w10269.pdf

http://www.people.fas.harvard.edu/~mackinn/harvardwatch/harvard_russia_bg.html