sexta-feira, fevereiro 28, 2003

Carnaval, AIDS e a Africa

A AIDS mata mais de 2 milhões de pessoas por ano na Africa Subsahariana e existem uns 25 milhões de contaminados. A maior parte destes não tem acesso a tratamento. Como se sabe, coquetéis anti-HIV existem, mas são caros demais para os indivíduos ou seus governos. Existem denúncias que o custo marginal dos remédios é baixo se comparado ao preço que as empresas cobram. Bem, a solução é óbvia: quebrar as patentes das indústrias farmacêuticas, copiar o remédio e sair distribuindo como se jujubas fossem. É, mas como já disse alguém: todo problema tem uma solução simples, barata e errada.
Vamos lá: a AIDS não é, nem será, a última epidemia que atingirá o continente africano. (Só para lembar, a simples diarréia mata mais lá do que o HIV: 3,3 milhões de almas). Se as firmas cobrarem o preço de concorrência perfeita (P=CMg) terão prejuízo, afinal gastaram anos e anos em pesquisa e desenvolvimento dos coquetéis. Logo, quebrar a patente significa desestimular a pesquisa de novos remédios para as doenças tropicais existentes e que porventura possam surgir..
Outro ponto: os países que têm pandemia de AIDS são os lugares aonde o governo está colapsado ou são cleptocracias. O descaso do setor público é tamanho que estudos recentes mostram que o prinicpal fator da propagação do vírus foi o uso de seringas contaminadas nos hospitais e não o comportamento sexual dos africanos. Doar mais dinheiro ou quebrar da patentes acaba funcionando como um prêmio para os piores governos e terá efeito pífio sobre as vítimas.
(Bem, e que soluções os economistas oferecem? Existe todo um site sobre isso. mas uma das melhores propostas foi feita por Michael Kremer. Isso é assunto para outra mensagem)
E qual a relação do Carnaval com isso? Quase nenhuma. Foi só para lembrar a marchinha " Bota a camisinha, bota meu amor, que hoje tá chovendo, não vai fazer calor"

P.S Quem quiser ouvir - em inglès e formato Realplayer - um intenso debate sobre o tema, deve clicar aqui. Na verdade, foi esse programa de rádio que me inspirou a escrever este post.
Academia e incentivos ou "Faça sua mãe feliz com a Teoria Econômica" (sim, isso é possível!)

Minha mãe faz hidroginástica numa academia. Bem, ela passará por uma operação nos próximos dias e resolveu ligar para lá e pedir para pagar menos pois só poderia ir a algumas sessões.

Ok, todo (ou quase todo) aluno de Economia já deve ter ouvido falar da prática de empresas de aviação: deixar sempre uns assentos vagos para serem negociados com passageiros de última hora.

Acho que já vi este mesmo exemplo, inclusive, no livro do Mankiw.

Mas, voltando ao caso da minha mãe: a funcionária foi taxativa com ela. Não, não era possível isso.

Ela veio a mim se queixar. Dizia que era antiga cliente e tal e eu lhe disse que o que mais me espantava era o fato de que um empresário poderia estar realmente querendo ganhar zero reais num mês ao invés de algum real. Isso é racional?

Decididamente não, né?

Então, onde está o problema? Bem, antes que algum aluno de economia resolva fundar uma seita - tamanha a decepção com as teorias que estuda - deixa eu dizer uma coisinha. Existe um conceito, na teoria microeconômica moderna, chamado agente-principal. Basicamente, estamos preocupados com a estrutura de incentivos vigente. Um exemplo: se sou dono de academia e não incentivo (financeiramente) minha secretária a barganhar com os clientes (e.g.: "você pode ganhar 5%" ou "você pode ganhar um bônus de X reais", etc), não há motivos para que ela barganhe.

E foi o que aconteceu com minha mãe. Bem, eu a convenci de que não fazia sentido o que ocorria. Moral da história: ela ligou de novo e fará suas cinco aulinhas antes da operação.

Taí um bom uso da Teoria Econômica: ajudar a mãe a ser mais feliz.
Guerra

James Buchanan serviu com o almirante Nimitz contra as forças japonesas no Pacífico. E tem um artigo sendo escrito por mais um cara de História Econômica. Não deve estar publicado ainda, mas a referência taí embaixo.

O ponto interessante - para mim - é: será que existiu um crowding out de economistas no setor privado? Pior ainda: será que o governo causou um excesso de emprego para economistas? Isso explicaria esta quantidade de economistas na rua (he he he).


Title: The Role of Economists in World War II

Internet Address of abstracted work: not available

By mail:
1414 East 59th Street
Apartment 386
Chicago, IL 60637

Language: English

Abstract:
This paper examines the role of economists as policy and military advisors during World War II. During World War II, economists held key positions in the War Production Board, where they helped allocate scarce resources for the War effort; the Office of Price Administration, where they successfully controlled inflation and civilian shortages through price controls and rationing; the Office of Strategic Services, where they helped select enemy targets to be bombed; the War Labor Relations Board, where they helped to mediate between labor and management to control strikes; the Statistical Research Group at Columbia, where they worked on problems posed by the military; and the War reparations Board, where they helped design the postwar settlement. The success of economists is seen by the passage of the Employment Act of 1946, which provided for a permanent role for economists as Presidential advisors. This paper will examine
the increasing prominence of economists as government advisors during this perion, relying on primary and secondary sources as well as unpublished interviews conducted by Robert Fogel with a number of prominent economists.

Bibliography: Guglielmo, Mark A. "The Role of Economists in World War
II." University of Chicago, Working Paper 2003.

Subject: W
Geographical Area: 7
Country/Region: USA
Time Period: 9

quinta-feira, fevereiro 27, 2003

Preferências em família se não visualizar clique aqui



Com alguns "bugs" de editoração, mas o especialista é o outro Shikida (meu irmão), não eu ou o Pery....
Pelego?

Perguntinha boba: aqui em BH, os motoristas de ônibus estão entrando em greve de novo.

O leitor logo pensará: Ah, claro, é contra os patrões, logo, eles devem estar liberando a roleta e deixando o povo viajar de graça (e viva a Revolução!).

Bem, ledo engano. Eles estão cobrando normalmente e jogando os custos para a população, andando lentamente e, claro, engarrafando o trânsito.

Eu tenho uma explicação para isso: na verdade, a greve é dos patrões e motoristas contra o órgão regulador do transporte público.

Por que?

Porque o mercado não é o mecanismo que decide o preço da passagem, e sim o órgão regulador (acho que se chama BHTrans ainda). Empresários e motoristas querem, ambos ganhar mais. Assim, a maximização, na verdade, é da soma dos ganhos de patrões (os donos dos ônibus) e de motoristas (os assalariados), e não apenas dos motoristas.

Ok, eu não fiz uma regressão para provar isso. Mas eu tenho algumas evidências:

(i) não se ouve falar, em BH, há muito tempo, de grevistas demitidos por brigarem com patrões nestas greves;

(ii) nunca se viu uma greve na qual os patrões perdessem, pois os ônibus quase não param - ou apenas algumas linhas param de circular, mas não por muito tempo - de circular.

Você acha que estou certo?
Economia Experimental

Olhaí gente, o prof. Aguirre me sugeriu esta notícia, do New York Times (27.02.03). Eu me lembro que a pessoa deve, quando entra na página do NYT, criar um login e password (eu mesmo tive um por muito tempo). De qualquer forma, vou colocar um trecho aqui e você, se quiser, completa o procedimento de cadastro.

Sim, claro que vale a pena!

ECONOMIC SCENE - Looking Inside the Brains of the Stingy

By VIRGINIA POSTREL

HERE's a game economists play: Player 1 has $10 and can give any dollar amount to Player 2. Player 2 can either accept or reject it. If Player 2 accepts, they both keep the money. If Player 2 rejects it, neither player gets anything.
What should the players do? Arguably, Player 2 should accept whatever is offered, since some money is better than none. Player 1 should thus offer as little as possible: $1. That strategy is the standard game-theory equilibrium.
But that's not necessarily what happens when real people play this "ultimatum game" in laboratory settings with real money on the line. Faced with low-ball offers, many Player 2's reject them. And many Player 1's make more generous offers, often nearly half the money.


Links:

Professor A. Aguirre (não confundir com Luís A. Aguirre um parente consideravelmente próximo dele...;-)).

quarta-feira, fevereiro 26, 2003

"Tax Freedom", "Property Rights" e meus dois charutos baianos

Oi leitor, beleza? Deixa eu começar dizendo que muito do que eu avancei em Economia hoje, em termos de interesses, tem a ver com as conversas que tive com o Giacomo. Na época, ele fazia o doutorado e eu, o mestrado, ambos na USP. Então, o que eu vou dizer aqui não tem nada de pessoal, ok? Nada de inventar brigas na cabeça. Giacomo é meu amigo ainda (embora, claro, ele seja mais chato do que eu).

Hoje mesmo eu coloquei um link (vide post abaixo) para uma edição da Leader (uma revista digital) no qual Giacomo publica dois pequenos textos de divulgação. Em um deles ele resolveu falar do conceito de "tax freedom day". Basicamente, Giacomo discute o quanto de dias você trabalha pro governo, em um determinado período de tempo.

Eu tendo a concordar com ele que impostos são ruins e que ninguém gosta de carga tributária mais alta. Porém, acho que a análise dele deu muita ênfase a um lado da questão apenas: o da demanda.

Ok, existe uma demanda reprimida por impostos que levam o dinheiro do cidadão para o governo. É claro que eu acho que as pessoas protestam pouco contra impostos neste país, muitas vezes porque - erroneamente - acham que isso é bandeira dos patrões. Mas, por outro lado, devemos pensar no lado da oferta também. É certo que aparentemente é ruim que eu tenha "trabalhado" 122 dias em 2002 para o governo. Mas a análise completa de custo-benefício deveria me dizer o quanto eu ganho em trabalhar 122 dias para o governo. Por que? Bem, por exemplo: não existe almoço grátis. Logo, direitos de propriedade seguros não caem do céu. Quanto eles custam?

Concordo que é ruim pagar impostos, mas a reclamação (se é que vamos reclamar destes 122 dias em 2002) deve levar em conta a oferta de serviços governamentais. Eu sei que parece bobagem, mas se pensarmos assim, os 122 dias podem parecer pouco ou muito mais pesados para os contribuintes. Será que 122 dias de trabalho para o governo, na forma de impostos, com uma segurança de New York é a mesma coisa de 122 dias de trabalho para o governo, com a segurança da capital do Rio de Janeiro?

O leitor deve sempre atentar para isso. Trata-se do custo-benefício.

Um exemplo: hoje eu fui comprar charutos (há meses não fumo um) e o cara do quiosque no Shopping (onde estão as charutarias, por God sake, em BH???) me veio com o argumento de que um dos charutos era melhor (na qualidade) mas que o outro era melhor no custo-benefício. A rigor, ele está errado. O custo-benefício pode até ser reduzido à dimensão do preço, mas, então, que se o compare com o preço do outro charuto, não com a qualidade. A frase correta seria: "este charuto é mais barato que aquele". Ou então: "este charuto é mais barato, mas a qualidade do outro é maior". Ou então: "considerando preço E qualidade, o custo-benefício...".

Eu, como consumidor, fiz o meu cálculo de custo-benefício. Pensei: será que ganho mais comprando um charuto de cada, para experimentar (diversificar)? São dois charutos que nunca fumei (e não conheço a reputação das marcas). Por que não comprar um pacote com um de cada e ver o que penso sobre eles depois de fumá-los? Bem, foi o que eu fiz. Posso me dar mal, mas eu sei que preço não é sinônimo de custo-benefício. Quando muito de "custo". Estou enganado?
Se gritar, pega ladrão, não fica um (na cadeia?) meu irmão...

Nunca fui fã de samba. Nem de crime. Aliás, não sou criminoso e nem viajarei no Carnaval. Ficarei em casa trabalhando na minha tese, naqueles acertos finais chatos e, claro, vou procurar algo para fazer em termos de lazer (lembre-se aluno-leitor: maximização de lazer e consumo...).

E, para quem me conhece, sabe que tenho um primo economista. Bem, ele e mais um monte de gente está neste número da revista Leader de meus amigos do IEE, lá do RS. O tema é o mesmo dos trabalhos iniciais de Gary Becker, um de meus heróis: a economia do crime.

Quer ler mais? Confira aqui.
Rostow morreu

W.W. Rostow morreu estes dias. Você sabe quem ele era? Eu pensei em fazer um post mais longo, mas ando meio apertado. O Leo Monasterio, depois do trauma do Mirabel, esqueceu-se do leitor (cadê você, malandrão?)

Enquanto ele não volta, leia a entrevista abaixo e mostre para seus colegas que você sabe mais sobre Economia do que eles. A propósito, poucas vezes vejo professores de HPE citarem Rostow.

Entrevista com Rostow - 1994

domingo, fevereiro 23, 2003

Public Choice e a Ação Afirmativa

A teoria da Escolha Pública nos ensina que indivíduos têm interesses, não apenas quando compram um carro ou alugam/compram apartamentos (veja um interessante paradoxo aqui), mas também em outras esferas da vida.

Na verdade, a Escolha Pública é mais voltada para a explicação de como sujeitos agem quando o mecanismo de alocação de recursos não é o de mercado, mas sim o sistema político.

Neste artigo, o leitor poderá ver uma explicação à la Public Choice para a súbita adesão de empresas de alta tecnologia a medidas de ação afirmativa (que são o resultado da ação de políticos) nos EUA.

Se você achava que o pessoal da Computação era todo maluco-beleza, falando de matemática e ficção científica, com uma vaga e confusa preocupação social, pode começar a repensar isto. Mesmo porque, Bill Gates já não é mais bem falado por muita gente da área há tempos....

É isso aí. Você escolhe a explicação. Ou os diretores das empresas estão preocupados com a diversidade no ambiente de trabalho ou estão, simplesmente, respondendo a incentivos que se alteraram. [Alguém tem alguma outra sugestão?]

Claro, uma explicação completa deveria incorporar as razões pelas quais a imigração para aquele país varia ao longo do tempo.

Palpites?
Metaverse is coming...

O que é o Metaverso? Descubra aqui.
Jabá, música, Levine, Solow e Quah: o que todos têm em comum?

Leonardo Monastério, meu colega neste site, em alguns posts passados (muito bons, como sempre), andou preocupado com a questão do mercado musical. Bem, aqui vai um link para leitura que talvez seja do agrado dele e dos que gostam desta discussão.

Creation Myths - Does innovation require intellectual property rights?

Antes que alguém pergunte o que música tem a ver com economia, eu lembraria o nome deste humilde blog e também alguns trechos do artigo citado:

In the 1950s Solow showed that technological change was a primary source of economic growth, but his models treated that change as a given determined by elements beyond pure economic forces. In the 1960s Kenneth Arrow, Karl Shell, and William Nordhaus analyzed the relationship between markets and technological change. They concluded that free markets might fail to bring about optimal levels of innovation.

In a landmark 1962 article, Arrow gave three reasons why perfect competition might fail to allocate resources optimally in the case of invention. "We expect a free enterprise economy to underinvest in invention and research (as compared with an ideal)," he wrote, "because it is risky, because the product can be appropriated only to a limited extent, and because of increasing returns in use."

Risk does seem a clear roadblock to investment in technological change. Will all the hours and dollars spent on research and development result in a profitable product? Is the payoff worth the risk? The uncertainty of success diminishes the desire to try. Much of Arrow’s article examines economic means of dealing with uncertainty, none of them completely successful.

The second problem, what economists call inappropriability, is the divergence between social and private benefit -- in this case, the difference between the benefit society would reap from an invention and the benefit reaped by the inventor. Will I try to invent the wheel if all humanity would benefit immeasurably from my invention but I’d get only $1,000? Maybe not. Property rights, well-defined, help address the issue.

The third obstacle is indivisibility. The problem here is that the act of invention involves a substantial upfront expenditure (of time or money) before a single unit of the song, formula, or book exists. But thereafter, copies can be made at a fraction of the cost. Such indivisibilities result in dramatically increasing returns to scale: If a $1 million investment in research and development results in just one unit of an invention, the prototype, a $2 million expenditure could result in the prototype plus thousands or millions of duplicates.

This is a great problem to have, but perfect competition doesn’t deal well with increasing returns to scale. With free markets and no barriers to entry, products are priced at their marginal cost (that is, the cost of the latest copy), and that price simply won’t cover the huge initial outlay -- that is, the large indivisibility that is necessary to create the prototype. Inventors will have no financial incentive for bringing their inventions to reality, and society will be denied the benefits.

Increasing returns therefore seem to argue for some form of monopoly, and in the late 1970s Joseph Stiglitz and Avinash Dixit developed a growth model of monopolistic competition -- that is, limited competition with increasing returns to scale. It’s a model in which many firms compete in a given market but none is strictly a price taker. (In other words, each has some ability to restrict output and raise prices, like a monopolist.) It’s a growth model, in other words, without perfect competition. The Dixit-Stiglitz model is widely used today, with the underlying assumption that economic growth requires technological change, which implies increasing returns, which means imperfect competition.

Stanford’s Paul Romer formalized much of this work in the 1980s and 1990s, in what he called a theory of endogenous growth. The idea was that technological change -- innovation -- should be modeled as part of an economy, not outside it as Solow had done. The policy implication was that economic variables, such as interest and tax rates, as well as subsidies for research and technical education, could influence the rate of innovation. (See "Post-Scarcity Prophet," December 2001.)

Romer refined the ideas of Arrow and others, developing new terms, integrating the economics of innovation and extending the Dixit-Stiglitz growth model into what he called "new growth theory." In a parallel track, Robert Lucas, a Nobel laureate at the University of Chicago, elucidated the importance of human capital to economic growth. And just prior to all this growth theory work, Paul Krugman, Elhanan Helpman, and others integrated increasing returns theory with international trade economics, creating "new trade theory." Similar theories became the bedrock of industrial organization economics.

Central to Romer’s theory is the idea of nonrivalry, a property he considers inherent to invention, designs, and other forms of intellectual creation. "A purely nonrival good," he wrote, "has the property that its use by one firm or person in no way limits its use by another." A formula, for example, can be used simultaneously and equally by 100 people, whereas a wrench cannot.

Nonrivalrous goods are inherently subject to increasing returns to scale, says Romer. "Developing new and better instructions is equivalent to incurring a fixed cost," he wrote. "Once the cost of creating a new set of instructions has been incurred, the instructions can be used over and over again at no additional cost." But if this is true, then "it follows directly that an equilibrium with price taking cannot be supported." In other words, economic growth -- and the technological innovation it requires -- aren’t possible under perfect competition; they require some degree of monopoly power.


Acho que isso é suficiente, não? :-)
Sugestão de adesivo de carro ou camisa da sua turma

Sempre sonhei - pois nunca tive grana enough - em fazer uma destas camisas de turma de faculdade, citando, com orgulho e humor, meu curso. Numa mensagem que recebi hoje veio uma assinatura com uma citação bem legal. Aí vai:

"It is no crime to be ignorant of economics, which is, after all, a specialized discipline and one that most people consider to be a "dismal science." But it is totally irresponsible to have a loud and vociferous opinion on economic subjects while remaining in this state of ignorance." Murray Rothbard

Isto sim, é uma boa frase. :-)