quinta-feira, setembro 02, 2004

Nao sei como, mas o Economist se superou

Este survey sobre industria automobilista esta' o primor dos primores.
http://www.economist.com/displaystory.cfm?story_id=3127302
Economic History Services
http://www.eh.net/

p.s. Este treco e' joia.
Vou de táxi?

O Tyler Cowen conta que no México ele tem medo de entrar nos táxis pelos riscos de roubo ou seqüestro. Já no Rio de Janeiro, ele tem medo de sair do táxi e ir para as ruas. Ele quer saber qual a causa desta diferença. Alguém tem alguma sugestão? O meu único pitaco é que na década de 90 , devido ao desemprego, a escolaridade média dos taxistas brasileiros aumentou muito. Ao mesmo tempo, outras atividades criminosas mais lucrativas (ser policial e/ou traficante, por exemplo) se desenvolveram.

Crenças

Algumas pessoas acham que a ciência é "ocidental" e que o que vale mesmo é o relativismo cultural. Algo como: vamos respeitar as crenças primitivas destes caras ("primitivas" já soa mal...). Por que impor nossa ciência a eles?

Pois bem. Se você acredita mesmo nisto, diga o nome de Deus 70.000 (setenta mil) vezes - repetindo, sem parar - durante 40 dias seguidos. Em seguida, entre na favela mais próxima de sua casa e grite: "odeio pobre, traficante e vocês não são machos para me matarem".

Aguarde as facadas e as balas. Segundo alguns muçulmanos tailandeses, você não será atingido por balas e nem perfurado por facas.

É, o que vale é o relativismo cultural....tanto que um dos militantes que fez exatamente isto, na hora da briga, caiu fora. Abdullah, um militante de 31 anos não ficou esperando. E ainda abandonou o movimento.

É um pecado para os relativistas culturais, mas salvou a vida dele.

p.s. crianças, não tentem isto em casa. :D
Enquanto você matava aula...

...alguns norte-coreanos tentavam, de qualquer jeito, entrar em uma escola japonesa em Beijing, para escapar, de vez, do regime popular e democrático (veja em seu dicionário/nos livros de geografia o que significa "democracia popular") da Coréia do Norte.

Liberdade individual parece importar. Mas, liberdade para que? Para decidir o que comprar, vestir, enfim, fazer o que quiser com sua própria vida.

quarta-feira, setembro 01, 2004

Mamãe, socorro, não sei o que fazer

O que fazer? É difícil. Uns não se decidem. Outros se acham tão bons e acima da média que pensam que podem tudo (mas não fazem nada ou fazem algo pífio). Outros, ainda, pensam, pensam, ficam angustiados e, finalmente, desistem. Há, claro, os que se decidem logo (pensando nos seus interesses e nas suas restrições) e, claro, vão em frente. Outros chegam perto disto, mas acham que têm o tempo todo do mundo e pecam pela preguiça excessiva.

Meu parágrafo acima se aplica bem a uma decisão comum de todos nós: o que fazer no sábado à noite? Difícil decidir, não?

Pois é. Com monografia acontece algo semelhante. Pessoas passam por angústias similares. Agora mesmo, defenderam na UFPel, alguns alunos com temas que são, no mínimo, um bom exemplo de sugestão para os indecisos. A lista abaixo foi retirada do blog deles, gerenciado pelo Leonardo Monasterio (que também é membro deste blog).

Observe a diversidade de temas. Alguém acha que não deu trabalho? Ah....

Quarta-feira (25/8): 19:20
Aluna: Fernanda Leivas
Silvicultura e Sustentabilidade: ecodesenvolvimento na Metade Sul – RS
Prof. Adão Vital da Costa (orientador)

Quarta-feira : 20:30
Aluna: Isabel Cabral
Reflexões sobre o critério de Distribuição do ICMS para os municípios
Prof. Ubirajara (orientador)

Quinta Feira 26/8, 20:30
Aluna: Roberta Azevedo:
Ronald Coase versus Mancur Olson: existe solução para as externalidades?
Prof. Leonardo Monasterio (orientador)

Aluna: Juliana Lemons:
O conceito de desenvolvimento para Amartya Sen: Uma análise sobre o IDH e o IPH
Prof. Leonardo Monasterio (orientador)

Aluna: Maria Gusmão:
Análise de crédito para pessoa física usando redes neurais
Prof. Fábio Caetano(orientador)

Aluno: Davi Zell
Estimativa da Renda per Capita dos Municípios Gaúchos em 1872
Prof. Leonardo Monasterio (orientador)

Sexta-feira, 27/8, 20:30
Aluno: Rodrigo Ávila
Convergência de Renda per capita no Rio Grande do Sul (1991-2000): uma aplicação de econometria espacial
Prof. Leonardo Monasterio (orientador)

Aluna: Luciana Kessler
Spread Bancário: análise de seus determinantes no mercado internacional.
Prof. Leonardo Monasterio (orientador)

Aluno: Igor Zibetti
Homicídio: análise econométrica para o Rio Grande do Sul
Prof. Leonardo Monasterio (orientador)
Excelente e inesperada idéia: carga tributária na nota fiscal

Eu esperaria que uma idéia como esta viesse de consumidores, gente que sofre com os impostos. Mas, de qualquer forma, ela vem de um político [quais seriam as motivações racionais deste ato? Ver o livro já citado aqui de Tsebellis para uma boa intuição, acho...]. Qual é a idéia? Veja aqui. Não é nenhuma novidade em termos da história do mundo, mas em termos de Brasil, eu diria, já vem tarde.

Transparência ainda que tardia...
Pergunta de sacanagem

Ok, vou fazer uma pergunta de sacanagem aqui. Todos os leitores (as leitoras também) deste blog, provavelmente, já leram aquela seção do jornal sobre acompanhantes (sexo pago, sim, estamos falando de sexo aqui. uau!).

Há algum tempo, meu primo, usando um jornal, pesquisou as diferenças de preferências que regiam as demandas de homens e mulheres, não com respeito ao sexo, mas sobre aquelas buscas de "solteiro quer solteira" ou "solteira quer solteiro".

O que estou propondo é mais radical. Minha pergunta é: se eu abrir os classificados do jornal, e der uma geral, encontrarei diferenças de preços entre homens, mulheres e outros? Basicamente: a média de preços destas três categorias é igual?

Eu não fiz a pesquisa (quero ver se o Davi faz esta....a esposa dele o mata! ha ha ha), mas imagino que como as mulheres se tornaram mais independentes nos últimos anos, eu deveria observar (numa amostra mais longa de jornais), um aumento de número de acompanhantes homens nos anúncios, bem como um aumento no seu preço.

Por outro lado, dizem que mulheres não olham beleza tanto quanto homem. Será isto verdade no mercado de sexo pago? Não sei. Os anúncios não vêem com fotos (por motivos óbvios). Mas eu me pergunto se as diferenças de preços não seriam devidas a algo mais que o custo de transporte ou à existência ou não de "local próprio" da(o, etc) acompanhante.

E, falando mais atrevidamente: o preconceito, como fica? Há impacto do preconceito social sobre a média de preços de cada uma destas classes? Ou a variância é muito alta?

Aposto que você nunca pensou nisto...como uma pesquisa científica, certo? :)

terça-feira, agosto 31, 2004

Ainda as causas da Grande Depressão

Neste link, a terceira parte do artigo do prof. Iorio sobre as causas da Grande Depressão.
Tudo sobre coala-nomics, canguru-nomics e ornitorrinco-nomics

Reserv Bank of Australia
Research Discussion Papers
http://www.rba.gov.au/PublicationsAndResearch/RDP/

segunda-feira, agosto 30, 2004

Eu, transhumano

Ronald Bailey prossegue em uma antiga discussão com Francis Fukuyama sobre a tecnologia, a engenharia genética e o futuro da humanidade neste artigo.

Na verdade, a questão de se haverá uma humanidade no futuro ou uma "trans-humanidade" é o ponto central que gera um fosso entre os dois. Não sei até que ponto uma mudança tecnológica pode melhorar, piorar ou deixar inalteradas características sociais (No meio do caminhoa há uma mutação. Há uma mutação no meio do caminho. Nunca me esquecerei...etc), mas esta é uma polêmica discussão muito normativa...e por isto mesmo desperta debates acalorados.

Vamos evoluir ou a transhumanidade é o retorno ao barbarismo primevo? Sei lá.
Economia aberta: um texto didático interessante

A Revista de Economia Mackenzie tem um artigo muito legal da Roseli sobre economia aberta. Roseli é uma economista bastante competente (além de simpática).

Vale a pena conferir.
Gringolandia e' a nacao mais rica, mas nao e' a mais justa.

Distribuicao de renda nao e' um problema exlcusivo do Brasil. A rapida mudanca tecnologia e os criterios de justica social em vigor fazem desta uma questao de paises ricos e pobres.

Poverty in America : How the other 12.5% live

The number of Americans in poverty is rising, the number with health insurance falling. The best anti-pover tprogramme is a tight labour market. America still doesn’t have one.
http://www.economist.com/agenda/displayStory.cfm?story_id=3146724y

domingo, agosto 29, 2004

ONG

Quem comprou o "O Estado de São Paulo" de hoje (a edição WEB é paga) deve ter se deliciado com o caderno especial sobre ONGs. Eis um bom tema de estudo.

Outro bom tema tratado com muita competência foi a análise fria e precisa de Daniel Piza sobre o fascista Getúlio Vargas.

Pena que não há links para colocar aqui sobre os temas, diretamente do jornal, mas fica a sugestão.