sábado, setembro 20, 2003

Um dos blogeiros aqui vai se casar logo


marriage.htm_txt_marriage.gif">

Parabéns para ele! (dê seus parabéns no espaço dos comments, ao Leo e à Fernanda, leitor(a)!!)
Livros...


Fonte: Submarino: livraria com ofertas em livros e outras promoções

Comentários: Liberdade, Economia e Instituições Políticas são temas inseparáveis. Neste livro, o leitor encontra diversos intelectuais brasileiros, dos quais destaco Alberto Oliva e Og Leme, cujos escritos têm sido interessantes e desafiadores para mim desde a primeira vez em que os vi (e desde que os conheci).
Ciclos Reais

Quantos alunos meus lêem isto aqui? Nenhum. Então, aí vai a dica para os outros leitores que curtem este tópico de Economia, a página do professor Victor Gomes.

sexta-feira, setembro 19, 2003

Disneylândia. Economia e outras coisas divertidas

Pensando no porquê alguns lugares cobram entrada e outros consumação mínima e outros nenhum (ou ambos), eu toquei no assunto da Disneylândia em um post abaixo. Hoje lembrei aonde foi que eu li sobre isso. Foi no ótimo livro do David Friedman, "The Hidden Order" p.144-45. O Friendman se baseia em um texto acadêmico sobre a questão, mas a intuição já resolve o assunto. Sintetizo aqui a explicação do filho do homem.

As firmas maximizam cobrando dois preços: um para ter direito de comprar o bem, e outro para comprar o bem.
No caso da Disney, se eles cobrassem um preço por cada volta nos brinquedos, haveria consumidores que estariam andando por preços menores do que estariam dispostos por pagar. É o tal do excedente do consumidor. O objetivo da Disney é engolir esse excedente. Mas qual é o tamanho desse excedente? Ou seja, quanto é que os consumidores estariam dispostos a pagar para ter o direito de entrar no parque? É o preço da entrada, ora bolas.
Uma vez dentro do parque, a Disney segue a regra de maximização : preço= custo marginal. Como o CMg de um passageiro a mais em um trenzinho é quase zero, eles acabam oferecendo o serviço de graça. Bacana, não?
Nota: esse tipo de coisa só faz sentido quando há algum poder de monopólio. Isso explica porque a boate da moda cobra entrada, enquanto a birosca da esquina, não.

O trabalho acadêmico é:
A Disneyland Dilemma: Two-Part Tariffs for a Mickey Mouse Monopoly
Walter Y. Oi
The Quarterly Journal of Economics, Vol. 85, No. 1. (Feb., 1971), pp. 77-96.

quinta-feira, setembro 18, 2003

Buemba! Buemba!
Macacos têm inveja e normas de justiça!!!

Economist.com | Animal behaviour
E assim caminha a humanidade....
A história é a seguinte: no final do século XIX, seu Thomas Edison tinha um rival: o seu Westinghouse. Ambos eram militantes das maravilhas que a eletricidade poderia trazer. A diferença é que Edison defendia a corrente contínua e o nome-que-virou-marca-de-geladeira, a corrente alternada. Qual foi a estratégia do Edison? Forçar, na cabeça do público, uma relação entre a tecnologia de Westinghouse e o risco de morte. Como? Defendendo a utilização de cadeiras elétricas com corrente alternada. Bizarro, cruel, mas verdadeiro. Eu provalvelmente nunca vou ler o livro que narra este causo, mas a resenha - bastante positiva - na Economist está aí embaixo.
Economist.com | The electric chair
Mistérios

- Por que, no Brasil, não existe lavadora e secadora na mesma máquina, coisa velha nos países do norte? Descompasso tecnológico? Duvido. Cartelização? Talvez. Outra resposta?
- Por que todos os bicoitos tipos wafer diminuiram de peso (passaram para 160g)? Ainda: por que eles tinham o mesmo peso? (Por favor, não vamos entrar na velha discussão do Mirabel. Só acrescento que o Bono wafer é chega quase lá.)
- Sigo com a pergunta sobre o porquê de alguns lugares cobram entrada e outros. consumação mínima. (Deve ter alguma relação com aquela explicação - li não sei aonde - do porquê a Disney cobra uma entrada fixa e não uma entrada por brinquedo. Só não me lembro qual é a lógica econômica).
Tem que se cadastrar para ler...

...mas tem o nosso colunista do blog, o Ari, lá.

Link: Visão Estratégica - Raízes Econômicas da Violência

quarta-feira, setembro 17, 2003

Mais recomendações



Comentário: Um livro mais antigo, mas que pouco aluno de Economia lê.

E deveria ler para aprender mais de Economia e História Econômica do Brasil. Recomendo fortemente.
O incrível Milton Friedman

Como sempre, o velhinho é fogo....

An Interview With Milton Friedman - Right Wing News (Conservative News and Views)
Economia para dummies (?)

Então tá. Tem gente achando que uma canetada é mais forte que a ação humana.

A notícia linkada acima diz respeito a uma tentativa de proibir, no Rio de Janeiro, a consumação mínima em bares. Obviamente que o resultado será - ceteris paribus - um aumento generalizado dos preços dos itens do cardápio (ou alguma combinação relevante deles) em todos os bares.

O mercado, por si só, mostrará quem se ajusta melhor à nova situação.

O que me espanta é que os deputados já devem ter aprendido economia (ou possuem assessores que devem ter feito um curso de Economia I...e foi aprovado na cadeira). Então, por que propor uma bobagem destas?

Nestas horas eu penso em duas coisas:

(i) Crítica de Lucas - olá, deputados, alguém já aprendeu que pessoas não são estúpidas? e

(ii) políticas populistas - é, se todos sabem que não há efeito algum em termos de ganhos reais, por que se propõem a discutir uma política como esta? Só pode ser ação de grupos de interesses. Palpite: empresários mais favorecidos pelas diferentes estruturas de custos de cada bar/restaurante/boite verão com bons olhos a diminuição da concorrência (algo que o sr. Carlos Lessa também apóia, numa notável declaração desastrada que deu à imprensa ultimamente....).

Carlos Lessa à parte, o que você acha?

terça-feira, setembro 16, 2003

Modelos econômicos em linguagem matemática: a importância óbvia....novamente

Enquanto em certos rincões do Brasil algumas pessoas discutem se a roda é útil, se o fogo faz fumaça ou se o céu deveria ser vermelho, o povo da Eurasia anda concluindo que modelos econômicos na forma matemática podem ajudar as pessoas a viverem melhor.

Muitos alunos meus não entenderam isto ainda e este post é uma forma de mostrar a eles que existe uma boa razão para aprenderem que a + b = x pode ser mais importante do que 2 + 2 = 4 para certos tipos de problemas

KAZAKHSTAN: SCIENTISTS DISCUSS USING MATHEMATICS TO TACKLE ENVIRONMENT, DEVELOPMENT ISSUES
Antoine Blua: 9/14/03
A EurasiaNet Partner Post from RFE/RL


Trecho: One of the advantages of mathematics, researchers say, is that it can be used in tandem with complex environmental or economic models to determine whether certain situations can produce more than one possible outcome. "We are discussing the possible use of the latest technology -- such as computers and other sophisticated equipment -- to evaluate the side effects of industrial activities. By using a mathematical approach, we are trying to find ways to solve economic and ecological problems. This is critical for sustainable development," Sultangazin said.

Óbvio, não? Bem, é claro que há limites para a aplicação da matemática. Mas, pense bem, quem sabe melhor os limites: aquele que aprendeu matemática ou aquele que critica matemática sem usá-la?

Perceba, leitor(a), que não estou defendendo ou atacando o uso da matemática. Tem gente que, com mais de 50 anos, parece não entender que matemática é como língua portuguesa....você se acha pior usando a lingua portuguesa ao invés de pinturas rupestres? Bem, há cavernas desabitadas ainda. Nem Platão está mais lá: libertou-se dos grilhões metafóricos faz tempo...

Estou simplesmente dizendo: aprenda. É melhor aprender e saber as limitações da ferramenta. E isso, creio, é o mais correto. Mas sempre há quem prefira pinturas rupestres e a volta romântica a uma era neandertal bom bons selvagens armados de tacapes lúdicos....

segunda-feira, setembro 15, 2003

Livros recomendados



Livro do sociólogo Charles Tilly, editado pela EDUSP.

Comentário: Tilly apenas é confuso quando, em diversos livros/artigos, chama o historiador econômico Frederic Lane de "neoclássico". Mas isto não desmerece o restante do livro. E o preço é bom. Tá mais barato que muita porcaria por aí, com o mesmo número de páginas.




Livro do falecido Charles Boxer.

Comentário: Esqueça tudo o que você aprendeu sobre a colonização portuguesa. Em O Império Marítimo Português: 1415-1825, Charles R. Boxer ensina muito mais sobre a história do Brasil (que não pode ser corretamente compreendida sem uma visão do império português como um todo) do que seu professor de História (com as honrosas exceções de praxe). Boxer é autor de livros excelentes sobre a colonização portuguesa. Confira! Agora, o preço é meio salgado....

domingo, setembro 14, 2003

Ideologia importa?

Economistas costumam debater a importância da ideologia na formação de políticas econômicas. Por que?

Bem, o problema é que não é fácil explicar, economicamente, a escolha de indivíduos por motivos ideológicos (ex: você quer dinheiro ou quer um "mundo melhor"? R: dinheiro. Pois com ele você financia seu mundo melhor....certo?).

Entretanto, de vez em quando você encontra na imprensa evidências ou ao menos pistas de ideologia importa. O trecho abaixo é um bom exemplo. E Douglass North já falava da importância de se pensar teoricamente sobre isso. Palpites?

O espetáculo da reforma ministerial: " Por aqui, o governo trabalha na definição de uma agenda microeconômica capaz de garantir regras claras e estáveis de regulação, livre concorrência, políticas públicas para infra-estrutura, pesquisa e tecnologia, para tentar atrair o investimento privado, reconhecendo, enfim (todos os ministros e o PT inteiro precisam entender e aceitar esta realidade), que o Estado não tem recursos para tal. O 'espetáculo do crescimento' depende de decisões de empresas privadas apostarem e investirem no Brasil.

Mas de nada adianta definir uma agenda qualificada se há ministros que a rejeitam e bombardeiam por puro preconceito ideológico. Difícil, por exemplo, fazer o ministro de Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral, compreender, conceber, criar e executar com eficiência todo o conjunto de políticas públicas necessárias para desenvolver pesquisa e tecnologia, um setor vital, estratégico para o País aprimorar a qualidade e marcas de seus produtos, fabricá-los a baixo custo e vendê-los mundo afora. Impossível atrair investimento privado em telecomunicações se o ministro da área prega a incerteza e incentiva a população a entrar na Justiça contra tarifas e acordos que o próprio governo firmou com empresas privadas. No mundo globalizado e interativo, o nacionalismo anacrônico do vice-presidente do BNDES atrapalha a execução de uma política industrial moderna e adequada a um mundo cada vez mais competitivo."