sábado, setembro 03, 2005

Enquete de fim de semana

Ontem conversando com um colega do departamento de economia da UNISC estávamos discutindo a seguinte situação: Suponha que dois bancos brasileiros estão quebrados, o Banco do Brasil e o Bradesco. O governo não tem fundos para salvar as duas instituições. Para você quem o governo deveria salvar?
a) o Banco do Brasil
b) o Bradesco
c) nenhum
d) ambos, emitindo mais moeda.

quinta-feira, setembro 01, 2005

Felicidade é ter crediário nas Casas Bahia

Os Mamonas tinha razão: felicidade está no crediário das Casas Bahia. Em parte isso quer dizer que os pobres também dão lucro. Atrás do Dinheiro dos Pobre é mais um livro que trata do assunto.

quarta-feira, agosto 31, 2005

Um bom exemplo de uma péssima estrutura de incentivos

Essa aconteceu comigo e achei que valeria a pena contar aos leitores. Tenho uma pesquisa que conta com um bolsista da universidade. Agora, na mesma pesquisa ganhei uma bolsa de uma fundação de auxílio a pesquisa. Fiquei feliz. Pensei, agora terei dois bolsistas. Engano meu. A universidade soube do bolsista externo e me tirou o bolsista interno. Deveriam ter me dito que o jogo era de soma zero.
Um Blog bem legal.

Hoje achei um novo blog de economia. Quer dizer, novo simplesmente porque eu vi ele hoje. É um belo blog lançado por Posner e Becker. Dê uma olhada, vale a pena.
Até onde vai o consenso?
Hoje estão sendo divulgados os novos números da economia brasileira para o último trimestre e, contrariando as últimas previsões, os números são positivos. Parece que o consenso dos especialistas em conjuntura econômica vai até o ponto de concordar que o PIB este ano crescerá menos que os 5,2% do ano passado, mas a partir daí a discórdia reina. Hoje já ouvi novas previsões de 2,5% a 4% de crescimento do PIB para 2005.

E você, aposta no quê?
De volta aos anos 70?

Pelo jeito o mundo estava com saudades dos anos 70. Invação ao Iraque, petróleo em alta.... Será que o Brasil vai optar pela mesma estratégia?

terça-feira, agosto 30, 2005

Eficiência privada versus pública

PPPs são fundamentais para superar 'dualismo estrutural', diz Langoni, da FGVMiguel Conde - Globo OnlineRIO -
O diretor do Centro de Economia Mundial da Fundação Getúlio Vargas, Carlos Langoni, disse nesta segunda-feira no seminário "O Desafio das Parcerias Público-Privadas", promovido pela Fundação em parceria com o GLOBO ONLINE e o jornal "O Globo", na sede da Firjan, que as PPPs são fundamentais para que a economia brasileira supere o que ele chamou de 'dualismo estrutural'. Segundo Langoni, o setor privado brasileiro realizou ajustes que o tornaram eficiente e competitivo internacionalmente, mas a economia nacional ainda carece de investimentos em infra-estrutura para se tornar competitiva como um todo. Para ilustrar seu pensamento, Langoni citou um estudo divulgado recentemente que situou a competitividade da economia brasileira em 51º numa relação que incluía 60 países. - É um resultado que nos deixa até um pouco chocados. Mas quando você observa os dados do setor privado, apenas, vê que o Brasil ocuparia o 31º lugar. Este é um setor que passou por um ajuste eficiente. O que explica o nível baixo de competitividade são, de um lado, os conhecidos problemas associadas ao excesso de burocracia, incerteza quanto ao marco regulamentar. E de outro há o setor de infra-estrutura, que eleva o custo Brasil e diminui nossa competitividade. Langoni disse ainda que na economia de hoje a competitividade não é herdada, mas construída pelos países através de investimentos em capital físico e humano. - A grande lição da economia mundial recente é que competitividade não é mais vantagem comparativa herdada, não são os recursos naturais apenas, e sim o que chamamos de "vantagem construída", a partir de investimentos tanto do setor privado quanto do setor público. Você constrói competitividade para viabilizar uma inserção cada vez mais eficiente num mundo que hoje é integrado. Ele concluiu dizendo que as PPPs são uma maneira de superar a divergência entre rentabilidade social e rentabilidade privada. - O que as PPPs procuram fazer é uma convergência entre estas duas rentabilidades, incentivando investimento privado em obras de grande interesse social - disse.