quinta-feira, setembro 22, 2005

A culpa é do santo

Está na ata do COPOM: "A produção industrial diminuiu 2,5% em julho, em termos dessazonalizados, na comparação com junho, ratificando tendência sugerida pelos indicadores antecedentes e coincidentes da série. A magnitude do movimento, porém, reflete provavelmente a ocorrência muito rara de um número menor de dias úteis em julho (21) do que em junho (22), decorrente de feriados móveis não considerados pela metodologia de ajuste sazonal — feriado de Corpus Christi em maio em vez de junho — e da incidência de cinco finais de semana em julho".
Enfim, a culpa pela queda da produção industrial é do santo.
Qual é a fonte do crescimento brasileiro?
Um dia desses estava discutindo a importância dos recursos naturais para o crescimento de um país. Parece que quanto mais rico o país, menor é a importância do fator natureza para o seu crescimento. Por outro lado, os países pobres ainda estariam dependendo da exportação de seus recursos naturais.
Para o FMI o Brasil está nesse segundo grupo. Leia a reportagem abaixo do O Globo:
FMI prevê inflação volátil na América Latina e redução no crescimento do Brasil
Agências InternacionaisWASHINGTON -
O Fundo Monetário Internacional (FMI) acredita que a inflação na América Latina deve permanecer volátil, resultado das variações dos preços das commodities. Em seu informe sobre o Panorama Econômico Mundial, o FMI reiterou sua previsão de um crescimento de 4,1% para este ano. Para o ano que vem, no entanto, a expectativa é que haja uma pequena desaceleração nesta expansão, que deve ficar em torno de 3,8%. "O crescimento econômico da América Latina é gerado principalmente pelas sólidas exportações de matérias-primas", afirmou o FMI em seu relatório, citando como possíveis riscos para este prognóstico um crescimento mais lento dos Estados Unidos, os fortes aumentos das taxas de juros globais e novas altas dos preços do petróleo. O Brasil, por sua vez, teve sua previsão de crescimento para este ano reduzida para 3,3%, diminuindo em quatro décimos a expectativa de aumento do Produto Interno Bruto (PIB), divulgada em abril. Em 2004, a economia brasileira creceu 4,9%. A correção do cálculo, explica o FMI, se deve ao "primeiro trimestre deste ano, no qual a atividade foi mais fraca que o esperado". Mas a expectativa do Fundo é que esse percentual suba para 3,5% no ano que vem. O FMI alerta, no entanto, para a instabilidade política no país e alta do preço do barril de petróleo. "Os indicadores da atividade recente sinalizam um potencial de aumento do crescimento, mas os altos preços do petróleo e as possíveis repercussões da crise política se tornam fatores de risco", diz o relatório. O FMI calcula ainda que o aumento do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) deve ficar em 6,8% este ano e em 4,6% no ano que vem. "O desempenho fiscal segue favorável, com um superávit primário que supera as metas até julho", acrescenta o informe do FMI, que afirma que será decisivo para a economia brasileira manter a austeridade fiscal para reduzir ainda mais o endividamento público. Em relação à Argentina, o FMI elevou sua perspectiva de crescimento tanto para 2005 quanto para 2006, mas afirmou que o país precisa endurecer sua política monetária para dispersar uma possível retomada da inflação. Segundo o FMI, a força das exportações e a onda de investimentos devem gerar uma alta na expansão do Chile, que também deve beneficiar o Peru. Os países produtores de óleo, Venezuela e Equador, estão aproveitando as condições flutuantes dos altos preços da Energia, o que deixa os dois países mais resistentes às vulnerabilidades econômicas.
Dica interessante:

Solution Manual for
A Course in Game Theory
by Martin J. Osborne and Ariel Rubinstein

quarta-feira, setembro 21, 2005

Começou a loteria para o Nobel de economia

Já está no ar a loteria do Nobel de economia. O anúncio deverá ser feito no dia 11 de outubro. O Nobelpreisboerse chama a atenção para os seguintes candidatos mais valorizados: Edward Prescott, Robert Barro, Paul Krugman e Oliver Williamson, nessa ordem.
Desses candidatos talvez eu desse meu voto para o esforço do Robert Barro em iniciar os trabalhos empíricos na macroeconomia nos anos 70. Será que o mercado vai acertar? O jeito é esperar para ver.
O Ranking das boas e péssimas regulações
Doing Business in 2006 publicou uma lista (já comentada) sobre o estado das regulações em uma comparação entre países. Vejam a lista dos dez primeiros:

1. New Zealand
2. Singapore
3. United States
4. Canada
5. Norway
6. Australia
7. Hong Kong, China
8. Denmark
9. United Kingdom
10. Japan

E, agora, a lista dos dez últimos:
146. Mali
147. Lao, PDR
148. Congo, Rep.
149. Togo
150. Niger
151. Sudan
152. Chad
153. Central African Republic
154. Burkina Faso
155. Congo, Dem. Rep.

Uma rápida olhada nos mostra que os paises mais pobres possuem as piores estruturas de regulações. Pelo jeito, regulação é coisa séria mesmo.